Corinthians - História
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1940 à 1954 - O ataque dos 100 gols


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1940

O Corinthians ficou longe do sonhado tetra campeonato paulista: ficou em quarto lugar, sete pontos atrás do campeão Palestra.

A melhor recordação daquele ano foi a participação na inauguração do Pacaembu, o maior estádio do país na época. O Corinthians venceu o Atlético-MG por 4 a 2, numa rodada dupla em que o Palestra Itália também venceu o Coritiba por 6 a 2.

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 4 x 2 Atlético MG - A inauguração do Pacaembu (1940)

A partir desse ano, o Pacaembu dividiu com a Fazendinha a realização dos jogos do Timão, com o Pacaembu, aos poucos, se tornando o palco dos jogos mais importantes, até se tornar a principal "casa" do Corinthians.

Ver "Curiosidades - As nossas "Casas".

1941

Recuperando-se do mau campeonato do ano anterior, o Corinthians consegue fazer novamente uma campanha brilhante em 1941 e chega ao 12º título paulista da sua história. O quarto em cinco anos.

1942

No ano seguinte, em 1942, o Corinthians não consegue o bicampeonato paulista, mas chega a duas importantes conquistas. A primeira delas foi a aquisição do campo do Guarani, que ficava ao lado do Parque São Jorge. Com isso, o clube aumentou o seu patrimônio, que já era grande.

A outra glória foi ter vencido o Troféu Quinela de Ouro , realizado em março. O torneio era uma espécie de Rio- São Paulo e contava com os cinco principais clubes dos dois estados: Corinthians, Palestra Itália, São Paulo, Flamengo e Fluminense. Com três vitórias e um empate, o alvinegro conseguiu o valioso título.

Com a saída de grandes craques como Teleco e Brandão, o Corinthians foi se enfraquecendo e aos poucos viu-se inferior aos seus dois maiores inimigos até então: Palestra e São Paulo.

1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1948, 1949

De 1942 à 1950, o Timão fica sem conquistar o Paulistão e ainda vê o Palestra ganhar três títulos e o São Paulo cinco. O timão amargou cinco vice-campeonatos, nesse, relativamente pequeno, mas incômodo jejum de nove anos.

Em 1942 e 1943, o Corinthians fez boas campanhas nos campeonatos principais, chegando a vencer quinze dos vinte jogos que disputou. Mas acabava sempre perdendo na reta final.

Em 1943, nem mesmo contando com os dois artilheiros do campeonato, Hércules, com 19 gols, e Milani, com 18, o Corinthians não teve como segurar o São Paulo.

Nos anos seguintes, a mesma história foi se repetindo. A torcida começou a cobrar dos diretores do clube uma renovação no elenco.

Um dos poucos que escapavam das críticas da torcida era Servilio. Artilheiro do Paulistão durante três anos seguidos, 1945 (17 gols), 46 (19)) e 47 (19), o atacante baiano jogou no Corinthians durante dez anos e marcou 190 gols em 350 partidas.

Em 1948, Servilio deixou o Corinthians, que terminou na modesta quarta colocação no campeonato.

Como consolo para a torcida que já estava sete anos sem comemorar um título paulista, começou a dar certo a contratação de Baltazar, ex-Jabaquara de Santos. Naquele ano, o atacante marcou 12 gols e se firmou como o principal nome do ataque alvinegro.

Tanto que, na fraca campanha de 1949, ele foi o único a se destacar, marcando 17 gols. Luizinho, de 19 anos, disputa o seu primeiro campeonato e começa a chamar a atenção da crônica esportiva.

1950

Os anos 50 parecem ter feito o Corinthians acordar e voltar a ser um time vencedor.

Com o ataque formado por Cláudio (o Gerente) Baltazar, Luizinho e Mário, o alvinegro virou uma máquina de fazer gols e dar espetáculos.

No começo do ano, em fevereiro, o Timão conquistou o Torneio Rio- São Paulo.

1951 e 1952

Nos dois anos seguintes, o Timão também só deu alegrias à sua torcida e conquistou o bicampeonato paulista, em 51 e 52.

No primeiro título, em 1951, o ataque matador citado acima fez 103 gols em apenas 28 jogos!

No início do ano, o Corinthians conquistou em definitivo a posse da Taça São Paulo, que era o troféu oferecido pela Federação Paulista de Futebol para o vencedor de um triangular entre os três primeiros colocados de cada campeonato do ano anterior.

Como já havia vencido o torneio em 1942, 43, 47 e 48, a conquista de 1952 acabou fazendo com que a Taça ficasse de vez no Parque São Jorge. Afinal, quem conseguisse ganhá-la por três vezes seguidas ou cinco alternadas, ficaria com a posse definitiva.

Voltando para 1951, o Corinthians fez a sua primeira partida no exterior. Para comemorar o primeiro aniversário da conquista da Copa do Mundo no Brasil, os uruguaios organizaram um quadrangular comemorativo.

Enquanto o Peñarol, de Montevidéu, jogava com o Bangu, do Rio de Janeiro, coube ao Corinthians enfrentar um combinado uruguaio, no lendário estádio Centenário, no dia 30 de junho. O time uruguaio contava com quatro campeões mundiais: Rodríguez Andrade (médio), Hector Vilches e Mathias González (zagueiros) e Ruben Móran (atacante).

Com a vitória por 4 x 1 (gols de Baltazar (2), Luizinho e Nelsinho), o Corinthians "vingou" o Maracanazo e classificou-se para a final do torneio com o Peñarol. Só que essa decisão nunca foi realizada. Os uruguaios insistiram em escalar um árbitro local (Esteban Marino), o Corinthians não concordou, se negou a jogar e voltou para o Brasil.

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 4 x 1 Combinado Uruguaio - A primeira partida no exterior (1951)

No ano seguinte, além de festejar o bicampeonato paulista, a torcida corintiana teve pelo menos mais dois bons motivos para ficar feliz da vida com o time.

Em abril do mesmo ano, o Corinthians saiu do Brasil pela segunda vez e foi excursionar na Europa para fazer uma série de amistosos. Como não poderia deixar de ser, o Timão voltou do exterior com uma campanha memorável: Em 16 partidas, o alvinegro ganhou 15 e perdeu apenas uma, justamente na estréia, contra o Besiktas, da Turquia, por 1 a 0.

Abaixo, a relação dos jogos.

Besiktas (Turquia) 1 x 0 Corinthians - 22/04/1952 - Istambul, Turquia
Fenerbahçe (Turquia) 1 x 6 Corinthians - 23/04/1952 - Istambul, Turquia
Galatasaray (Turquia) 0 x 1 Corinthians - 26/04/1952 - Istambul, Turquia
Seleção da Turquia 1 x 1 Corinthians - 27/04/1952 - Istambul, Turquia
Seleção de Ancara (Turquia) 1 x 3 Corinthians - 03/05/1952 - Ancara, Turquia
Seleção da Turquia B 1 x 2 Corinthians - 04/05/1952 - Ancara, Turquia
Seleção da Turquia 0 x 1 Corinthians - 06/05/1952 - Istambul, Turquia
Galatasaray (Turquia) 2 x 4 Corinthians - 07/05/1952 - Istambul, Turquia
AIK (Suécia) 3 x 3 Corinthians - 14/05/1952 - Estocolmo, Suécia
Djurgärden (Suécia) 2 x 3 Corinthians - 16/05/1952 - Estocolmo, Suécia
Combinado Copenhague (Dinamarca) 1 x 1 Corinthians - 18/05/1952 - Copenhague, Dinamarca
Malmoe (Suécia) 1 x 2 Corinthians - 27/05/1952 - Malmoe, Suécia
Seleção Gotemburgo (Suécia) 3 x 9 Corinthians - 29/05/1952 - Gotemburgo, Suécia
Seleção Olímpica da Finlândia 1 x 5 Corinthians - 01/06/1952 - Helsinque, Finlândia (Inauguração do Estádio Olímpico).
Seleção de Gävle (Suécia) 0 x 6 Corinthians - 04/06/1952 - Gävle, Suécia
Seleção de Halmstads/Hamlia (Suécia) 1 x 10 Corinthians - 08/06/1952 - Halmstad, Suécia

O vídeo abaixo mostra um documentário feito sobre os jogos contra o AIK e o Djurgärden, da Suécia.

Graças a essa bela campanha, o clube ganhou o título de "Fita Azul do Futebol Brasileiro", dado aos times que permaneciam mais tempo invictos em jogos fora do país.

Ver "Títulos - Fita Azul do Futebol Brasileiro - 1952

1953

Em 1953, mais um título, o do Torneio Rio-São Paulo.

Com a condição de campeão nacional (afinal, o Rio- São Paulo dava status ao vencedor), o Corinthians é convidado a participar de um torneio internacional de clubes, a Pequena Taça do Mundo, juntamente com Barcelona, Roma e Seleção de Caracas, na Venezuela. Vencendo todos os jogos, o Timão fatura seu primeiro troféu internacional e é recebido com festa na volta ao Brasil.

1954

1954 foi um dos anos mais importantes da história do Timão. Com um time recheado de craques, o Coringão ganhou tudo o que disputou: o Rio São Paulo e o Campeonato Paulista do IV Centenário, em alusão ao IV Centenário da cidade de São Paulo, um dos mais importantes títulos do Corinthians.

1955 à 1976: O jejum e a Invasão


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1910 à 1912: Um começo difícil

1913 à 1939: Três décadas. Três Tri's

1940 à 1954: O ataque dos 100 gols

1955 à 1976: O jejum e a Invasão

1977 à 1989: O fim do jejum e a Democracia

1990 à 2005 : Anos dourados

2006 à 2013: Da queda ao Bi Mundial

2014 à 2017: Nova Casa. Novos Tempos



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© 2007 - 2016 Victor Hugo Brizotto Garcia

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