Corinthians - História
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2014 à 2016 - Nova Casa. Novos Tempos


Escolha um ano: 2014 | 2015 | 2016


2014

Uma nova fase se inicia na vida do Corinthians.

Depois de inúmeros projetos e maquetes, finalmente um dos maiores sonhos do torcedor se concretizou: a construção do próprio estádio.

E que estádio. Lindo. Moderno. Sede da abertura da Copa do Mundo de 2014.

Para o corinthiano bater no peito orgulhoso e dizer: é nosso!

E todos sabem quem foi o grande responsável pela realização do sonho corinthiano: o ex-presidente Andrés Sanches, que será eternamente lembrado como o homem que construiu o tão sonhado estádio!

Mas antes de começar a falar sobre o estádio, vamos começar do início... e o começo do ano não foi muito bom para o Coringão, não...

No Campeonato Paulista, o início da nova "Era Mano" foi um fiasco. O time até começou bem, com duas vitórias das duas primeiras rodadas (2 x 1 contra a Portuguesa e 1 x 0 contra o Paulista).

Mas foi só... nas próximas seis rodadas, 4 derrotas (seguidas, com direito a uma goleada do Santos por 5 x 1) e dois empates.

O time só voltou a ganhar na 9ª rodada, contra o Oeste (2 x 1), fora de casa.

Nessa altura do campeonato, a classificação para as quartas era algo distante. Mais aí o time emplacou mais três vitórias (3 x 2, no Rio Claro, 3 x 0; no Comercial; e 4 x 0 no Linense) e o sonho de uma vaga para a próxima fase começou a fazer parte do time e da torcida.

Mas a reação parou por aí. Com a derrota para o São Paulo por 3 x 2, o time precisava de um milagre para se classificar. Que não aconteceu.

Na penúltima rodada, o Timão precisava vencer o Penapolense e torcer para a vitória do São Paulo sobre o Ituano, para chegar da última rodada e garantir a classificação em casa. Mas nada disso aconteceu. O Coringão empatou em 0 x 0 e o clube de Itu surpreendeu o São Paulo no Morumbi, vencendo por 1 x 0. No fim, o Ituano se consagraria Campeão Paulista, ao ganhar do Palmeiras na semifinal e do Santos, na grande final.

Ao Timão, restou cumprir tabela na última rodada, goleando o Atlético de Sorocaba por 3 x 0.

Resta lembrar que no meio do Paulistão, uma bomba estourou nos bastidores do futebol paulista. Pato, que não vingou com a camisa alvinegra, foi emprestado ao rival São Paulo, que em troca mandou Jadson, em definitivo.

Na Copa do Brasil, o caminho foi bem tranquilo no começo da competição.

Na primeira fase, vitória por 2 x 0 sobre o Bahia de Feira de Santana, no dia 19 de março, eliminando, assim, o jogo de volta.

O mesmo aconteceu na segunda fase. Com vitória por 3 x 0 sobre o Nacional, de Manaus, em um dos primeiros jogos da história da Arena Amazônia, a classificação para a próxima fase foi garantida logo na primeira partida. Aliás, nesse jogo, o Corinthians realizou uma bela homenagam a Ayrton Senna, cuja morte completaria 20 anos no dia seguinte: todos os jogadores entraram carregando a réplica do capacete amarelo de Senna, e o vestiram assim que estavam perfilados no campo. Um gesto que teve grande repercussão mundial, estampando as capas de jornais de todos o globo.


A homenagem que rodou o mundo

O adversário do Timão na terceira fase seria o Bahia, em jogos a serem realizados após a Copa do Mundo.

Agora sim, podemos voltar a falar do nosso estádio.

Com as obras atrasadas devido a um acidente ocorrido em novembro de 2013, que ocasionou a morte de dois operários, o Corinthians teve que esperar um pouco para poder sentir o gostinho de jogar na sua casa.

O primeiro contato com a Arena Corinthians ocorreu no dia 15 de março, quando a equipe principal treinou no gramado da Arena pela primeira vez na história. Alí, a Fiel já começava a se emocionar.

Pressionado pela FIFA, que cobrava os atrasos e testes para a Copa do Mundo, o time fez dois eventos testes, fechados para o público geral: no dia 26 de abril, 5 mil crianças testaram alguns serviços do estádio, como acesso, alimentação e banheiros. E no dia 01 de maio, dia do trabalho, operários da Arena fizeram o primeiro jogo.

Paralelo a isso, o time iniciou a disputa do Brasileirão. Na primeira rodada, empate sem gols contra o Atlético Mineiro, fora de casa.

E muita emoção estava reservada para a segunda rodada, no dia 27 de abril. Seria a despedida oficial do Pacaembu, estádio que por 74 anos acolheu tão bem a Fiel e foi o lar do Corinthians. O adversário? O Flamengo. E o Timão não decepcionou e venceu por 2 x 0, gols de Guilherme e Gil.

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 2 x 0 Flamengo - A Despedida do Pacaembu (2014)".

Com uma nova vitória na rodada seguinte, contra o Chapecoense (1 x 0), o time assumiu a ponta da competição, com 7 pontos.

Antes do clássico contra o São Paulo, outro momento histórico: a inauguração da Arena Corinthians, com a presença de mais de 100 ex-jogadores que passaram pelo Timão. Com um público de 17 mil pessoas, o dia 10 de maio de 2014 ficou na história do clube. Coube a Rivelino, mais do que justo, marcar o primeiro gol do estádio.


Corinthians x Corinthians, em um dia histórico

Ver "Jogos Históricos - Corinthians x Corinthians - A inauguração da Arena Corinthians (2014)".

No dia seguinte, empate contra o São Paulo em 1 x 1, em jogo realizado da Arena Barueri.

E na quinta rodada, enfim, o Corinthians jogaria uma partida oficial na sua nova casa.

Nada melhor do que inaugurar o novo estádio contra o Figueirense, na época o lanterna do campeonato. A vitória seria fácil e a festa estaria completa.

Mas futebol é jogado no campo. E o que se viu foi um Corinthians nervoso e péssimo, e um Figueirense jogando o jogo da vida e achando um gol no começo do segundo tempo. Resultado: vitória simples do time catarinense, que frustrou a Fiel.


A Arena Corinthians no dia de sua inauguração oficial

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 0 x 1 Figueirense - A inauguração oficial da Arena Corinthians (2014)".

Ainda antes da Copa, o Timão teve uma nova chance de vencer na sua nova casa. Mas falhou novamente, empatando com o Botafogo, do Rio, em 1 x 1.

Após esse jogo, o clube cedeu o estádio para a FIFA, tendo que esperar o fim da Copa do Mundo para poder comemorar o primeiro triunfo em casa.

E essa vitória veio logo no primeiro jogo após a Copa, no dia 17 de julho, contra o Internacional, em jogo válido pela 10ª rodada do Brasileirão: 2 x 1 para o Coringão e fim da zica!

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 2 x 1 Internacional - A primeira vitória na Arena Corinthians (2014)".

Dez dias depois, outro jogo histórico na Arena: o primeiro Dérbi. Com um domínio total na partida, o Corinthians vence o primeiro clássico no estádio por 2 x 0, gols de Guerrero e Petros.

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 2 x 0 Palmeiras - O primeiro Dérbi da Arena Corinthians (2014)".

Voltando para a Copa do Brasil, o adversário da Terceira Fase foi o Bahia. Com uma vitória por 3 x 0 em casa, o Timão se deu ao luxo de perder o jogo de volta por 1 x 0, e avançar na competição.

Nas Oitavas, o Bragantino. Como mandante da primeira partida, o time de Bragança mandou o seu jogo na Arena Pantanal e venceu pelo placar de 1 x 0, jogando a pressão toda para o Corinthians no jogo de volta, na Arena, disputado no dia 03 de setembro. Mas o Timão foi arrasador na sua casa e venceu por 3 x 1, avançando para as Quartas de Final, onde enfretaria o Atlético Mineiro.

O primeiro jogo, no dia 01 de outubro, o Corinthians teve uma bela atuação e venceu por 2 x 0, com gols de Guerrero e Luciano, na Arena Corinthians.

A confiança na classificação depois da bela vitória em casa virou certeza quando Guerrero, no início do jogo de volta, no Mineirão, abre o placar para o Timão. O Atlético teria que fazer 4 gols para se classificar. Nunca! Mas "nunca" é uma palavra que não pode ser usada no futebol. Ainda no primeiro tempo, o Atlético vira o jogo. Na segunta etapa, a equipe mineira continou pressionando, até marcar o terceiro gol, aos 29... e o quarto, aos 42 minutos, sacramentando uma virada histórica. Nas semifinal, contra o Flamengo, o Atlético, que viria a ser o campeão, fez a mesma coisa (derrota por 2 x 0 e vitória por 4 x 1 após começar perdendo por 1 x 0).

Com a eliminação na Copa do Brasil, o Brasileirão se tornou o único caminho para uma vaga na Libertadores de 2015. A campanha do Corinthians no Brasileiro de 2014 foi marcada por grandes vitórias e grandes vacilos.

Dentre as grandes vitórias: contra o campeão Cruzeiro (duas), Internacional (duas), Atlético Mineiro, Grêmio, São Paulo, Palmeiras, Santos. Aliás, na vitória sobre o Santos, em 09 de novembro, o Corinthians fechou os três primeiros clássicos na Arena com 100%!

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 2 x 0 Palmeiras - O primeiro Dérbi da Arena Corinthians (2014)".

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 3 x 2 São Paulo - O primeiro Majestoso da Arena Corinthians (2014)".

Com essas vitórias, o título poderia ter vindo facilmente. Mas é aí que entram os vacilos. O Corinthians perdeu pontos para TODOS os times rebaixados ou ameaçados: empate com o Criciúma; duas derrotas para o Figueirense (incluindo a inauguração da Arena Corinthians); empate e derrota para o Botafogo; empate com o Vitória; dois empates com o Coritiba; empates com Bahia e Chapecoense em casa, e por aí vai... esses péssimos resultados fizeram com que o sonho do título fosse deixado para trás bem antes do término do campeonato.

O foco então foi a conquista de uma vaga para a Libertadores. E a briga foi boa. Com Cruzeiro e São Paulo já praticamente garantidos, restaram 2 vagas para Corinthians, internacional, Grêmio, Atletico Mineiro e Fluminense (o Galo abandonaria a disputa logo, com a conquista da Copa do Brasil).

E a sequência final de quatro vitórias do Corinthians (todas elas por um gol de diferença, sofrido!) foi fundamental para a conquista da vaga. Na penúltima rodada, mesmo com a goleada sofrida pelo Fluminense, por 5 x 2, o Timão garantiu a classificação para o torneio Sulamericano, beneficiado pela derrota do Grêmio.

Na última rodada, o Timão, que estava empatado em pontos com o Internacional, precisava fazer mais pontos que o time gaúcho para ir direto para a Fase Grupos e evitar a chamada Pré-Libertadores. E estava conseguindo até os segundos finais dos jogos. O coringão venceu o Criciúma por 2 x 1. Mas o Inter, que perdia para o Figueirense, virou o jogo aos 50 minutos do segundo tempo, empurrando o Corinthians para a Pré-Libertadores.

No mesmo dia, o Corinthians anuncia a saída do técnico Mano Menezes, muito criticado pela torcida na sua segunda passagem pelo clube. Para assumir o comando técnico, a diretoria traz Tite de volta.

O técnico, que desde que saiu do Timão no final de 2013 não treinou time nenhum e apenas estudou, teria a missão de fazer o Corinthians voltar a apresentar um bom futebol em 2015.

2015

O ano começou com uma pré-temporada diferente. O clube foi convidado a participar de um Torneio amistoso nos EUA, a Flórida Cup. Também participaram do Torneio o Fluminense e os alemães Colônia e Bayer Leverkusen. Pelo regulamento, os confrontos seriam apenas entre os times de países diferentes. Logo, o Corinthians não enfrentaria o Fluminense. O campeão seria quem somasse mais pontos.

O Corinthians foi para os EUA um bom tempo antes do início Torneio, para participar de diversas ações de marketing: Cássio participou dos arremessos livres no intervalo do jogo da NBA, Guerrero participou do famoso desfile da Disney, etc.

Em campo, derrota para o Colônia (que também ganharia do Fluminense e seria o campeão) por 1 x 0, na Disney, e vitória por 2 x 1 sobre o Bayer, com dois gols de Guerrero.

Antes do primeiro jogo mais importante do time no ano, contra o Once Caldas, pela Pré-Libertadores, o Corinthians fez um jogo festivo contra o seu "pai" inglês, o Corinthian-Casuals, na Arena Corinthians.

Era um jogo há muito tempo esperado e planejado. O Corinthians pagou todos os custos da vinda dos ingleses para o Brasil e o que se viu foi uma grande festa.

Os ingleses chegaram antes e participaram de vários eventos: visitaram o Memorial, treinaram na Arena e no CT, participaram de um Torneio contra times também centenários de São Paulo, etc.

E no dia 25 de janeiro, a Arena Corinthians recebeu quase 26 mil torcedores que presenciaram o encontro histórico, que terminou com vitória do Timão por 3 x 0. Antes do fim do jogo, Danilo e Jamie Byatt trocaram de camisas e atuaram pelo adversário. Após o jogo, Rivellino entra em campo e entrega o "Troféu Sócrates" ao Corinthian-Casuals. Uma homenagem mais do que merecida para o clube que sempre será considerado o Pai do Corinthians!


O reencontro histórico na Arena

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 3 x 0 Corinthian-Casuals - O reencontro de pai e filho (2015)".

Mas agora chega de festa e vamos para o que interessa. O primeiro objetivo do ano para o Corinthians era passar pelo Once Caldas e matar de vez o fantasma da Pré-Libertadores.

No primeiro jogo, no dia 4 de fevereiro, o Corinthians mostrou um bom futebol e praticamente garantiu a vaga para a Fase de Grupos: 4 x 0 e delírio da torcida.

No jogo de volta, empate por um 1 x 1 e passaporte carimbado para o "Grupo da Morte", com São Paulo, San Lorenzo e Danúbio, do Uruguai.

Também disputando o Campeonato Paulista, o início era promissor: vitória sobre o Palmeiras por 1 x 0, na primeira visita ao estádio Allianz Parque. O regulamento não era dos mais amados pelo povo: quatro grupos com cinco times cada, todos jogando contra todos dos outros grupos. Ou seja: o Corinthians não enfrentaria os times do seu grupo. Os dois primeiros se classificariam para as quartas.

Mas o foco mesmo era a Libertadores. Por isso, Tite armou um esquema de jogo com todos os jogadores se revezando entre Libertadores e Paulistão. Titulares disputavam a Libertadores. Os chamados "reservas" (termo que a comissão técnica abominava) disputavam o Paulista, sempre com uma mescla entre eles.

E no início deu resultado. Na estreia da Libertadores, dia 18 de fevereiro, um dos jogos mais esperados do primeiro semestre: o clássico contra o rival São Paulo, na Arena Corinthians. Jogando um futebol vistoso, o Timão dominou o jogo e venceu por 2 x 0, gols do carrasco Tricolor Elias e Jadson.

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 2 x 0 São Paulo - O primeiro Majestoso da história da Libertadores (2015)".

Fora das quatro linhas, mídia e torcida já começavam a se entusiasmar com o time. E não sem motivos.

Pela competição continental, duas vitórias seguidas fora de casa (1 x 0 contra o San Lorenzo e 2 x 1 contra o Danúbio) colocaram o time na liderança isolada. Aliás, o jogo contra o time argentino foi disputado com portões fechados, como punição ao clube argentino pelas confusões com sinalizadores e rojões na final da Libertadores do ano anterior.

Ver "Curiosidades - Os Jogos com portões fechados".

No returno, a goleada sobre o Danúbio em casa por 4 x 0 (hat-trick de Guerrero) praticamente garantiu a classificação antecipada.

Pelo Paulista o "time reserva" também apresentou um futebol eficiente e se classificou em primeiro lugar geral de forma invicta (11 vitórias e 4 empates). Dentre as vitórias, uma sobre o São Paulo no Morumbi, por 1 x 0, gol do sempre carrasco Danilo.

Nas quartas de final, a Ponte Preta, em jogo único na Arena Corinthians. Jogo difícil, truncado e polêmico. O juiz anulou gol legítimo da Ponte quando o jogo estava 0 x 0. O gol da vitória corinthiana só ocorreu aos 11 do segundo tempo, com Renato Augusto.

Voltando para a Libertadores, a classificação foi confirmada no penúltimo jogo, no empate em 0 x 0 contra o San Lorenzo em casa.

Com a vaga garantida, o foco mudou para a semifinal do Paulista. Jogo único contra o arquirrival Palmeiras. Em um dos melhores jogos do Campeonato, disputado no dia 19 de abril, o Timão saiu perdendo, buscou a virada, mas permitiu o empate. Nos pênaltis, vitória do rival por 6 x 5. Foi a primeira eliminação do Corinthians no novo estádio.

Para recuperar a moral, o Corinthians poderia eliminar o São Paulo da Libertadores, caso vencesse o jogo da última rodada, no Morumbi, e o San Lorenzo vencesse o Danúbio. Mas o time novamente não apresentou um bom futebol, o São Paulo devolveu a derrota por 2 x 0 e garantiu a classificação para a próxima fase. De quebra, fim da quarta maior série invicta da história do clube, com 26 jogos.

Pelo menos nas oitavas da Libertadores, enfrentaríamos o Guaraní do Paraguai. Adversário desconhecido e fraco para recuperar a moral e o bom futebol certo?

Não... futebol é jogado dentro de campo. E no primeiro jogo, no estádio Defensores del Chaco, o que se viu foi um apático Corinthians, que perdeu por 2 x 0 e se complicou de vez para o jogo da volta.

13 de maio. A torcida lotou a Arena, mas novamente o Corinthians não fez um bom jogo. As chances criadas foram poucas e a decepção tomou conta das arquibancadas. Para sacramentar de vez o vexame, gol do Guaraní aos 47 do segundo tempo, acabando com uma invencibilidade de 32 jogos na Arena Corinthians. A segunda eliminação em casa em um mês.

E aí a crise veio. De melhor time do Brasil a time comum e sem padrão de jogo.

Fora de campo, Guerrero deixa o clube e vai para o Flamengo, após falha nas negociações de renovação de contrato que se estendiam desde o final do ano anterior. O jogador pediu muito. O Corinthians disse que não pagaria o que ele queria. Parte da torcida apoiou o jogador. Parte o colocou na lista dos "ídolos odiados".

Emerson Sheik também deixou o time (também para o Flamengo) após fim de contrato, mas esse de forma amigável.

A crise financeira fez com que o clube atrasasse salários e entrasse num período delicado. Além de Guerrero e Sheik, Fábio Santos se transferiu para o Cruz Azul e Petros para o Bétis.

Após essa confusão toda, houve quem disse: "Xi, o Corinthians vai brigar pra não cair". Apesar do exagero, de fato a maioria da torcida não tinha esperança de ver o Timão fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro.

Mas aí entrou a estrela e a competência de Tite. Mais uma vez fechou o grupo e fez um trabalho fantástico.

Enquanto no Campeonato Brasileiro o Corinthians atingia a liderança, no começo de agosto, pela Copa do Brasil o Corinthians entrou nas Oitavas de Final para enfrentar o Santos.

Eliminado com duas derrotas (2 x 0 na Vila e 2 x 1 na Arena), o Corinthians pôde voltar todas as atenções para o Campeonato Brasileiro.

E aí não teve pra ninguém. Com um futebol compacto e competitivo, liderado por um meio de campo envolvente com Jadson, Renato Augusto e Elias, O Corinthians fez bela e sólida campanha e conquistou o Hexacampeonato Brasileiro!

Foi a coroação de um ano de trabalho que começou com grande expectativa, foi tomado de dolorosa decepção, mas que acertou o rumo e terminou como ma melhor campanha da história do Brasileirão de pontos corridos com 20 equipes, com 81 pontos, superando o Cruzeiro de 2014 (80).

2016

A meta para 2016 era conquistar o Bi da América.

Porém, o ano já começou com um verdadeiro desmanche: Jadson, Renato Augusto, Ralf e Gil foram para a China. Vagner Love foi para o Mônaco. Malcon para o Bordeaux.

Reforços também chegaram, em diversas posições:

Zagueiros: Vilson e Balbunena (paraguaio).
Volante: Willians.
Meias: Alan Mineiro, Marlone, Guilherme e Giovani Augusto.
Atacante: André.

Pato retorna para o clube após dois anos de empréstimo para o São Paulo. Mas só a tempo de treinar no CT por duas demanas e se tranferir para o Chelsea, como empréstimo até o meio do ano.

Tite teve trabalho para montar o time sem os seus principais jogadores do ano anterior. Mais um desafio para o nosso comandante, idolatrado pela torcida.

Para ajudar a preparar o time, o clube mais uma vez foi para os EUA fazer a pré-temporada e disputar a Florida Cup.

O primeiro jogo foi contra o Atlético Mineiro. Apresentando um futebol razoável, o Timão perdeu por 1 x 0. No jogo seguinte, contra o Ucraniano Shakhtar Donetsk, mais um futebol razoável e vitória por 3 x 2, com dois gols de Romero e um de Danilo.

Com esses resultados, o Coringão terminou a competição (que teve o Atlético Mineiro como campeão) na 4ª colocação.

Antes de voltar para o Brasil, o Corinthians ainda fez um amistoso contra o Fort Lauderdale Strikers, time que tem como um dos donos o ex-jogador Ronaldo Fenômeno. Com um time inteiro de reservas, apenas um empate chocho em 0 x 0.

E nas competições oficiais... podemos dizer que as competições do primeiro semestre, Paulista e Libertadores, foram uma cópia do ano anterior.

No Paulista, um ótimo início: nos sete primeiros jogos, cinco vitórias (1 x 0 no XV de Piracicaba; 1 x 0 no Audax, 2 x 1 no Capivariano; 2 x 0 no São Paulo; 1 x 0 no Oeste) e dois empates (2 x 2 contra a Ferroviária e 1 x 1 contra o São Bento). Derrota apenas na oitava rodada, para o Santos, por 2 x 0.

Na sequência, mais cinco vitórias seguidas: 3 x 0 no Botafogo; 4 x 0 no Linense; 3 x 0 no São Bernardo; 1 x 0 no Ituano; 2 x 1 na Ponte. Para encerrar a primeira fase, derrota no clássico contra o Palmeiras, por 1 x 0, e vitória contra o Novorizontino, por 3 x 0, terminando, assim, a fase grupos na primeira colocação geral.

Nas quartas, o Red Bull Brasil, em jogo único na Arena. Com um futebol bonito e ofensivo, o Timão aplicou uma goleada por 4 x 0 e garantiu vaga na semifinal, contra o Audax, também na Arena.

Mas antes de contar a história desse jogo, vamos falar sobre o início na Libertadores. Na fase de grupos, o Corinthians enfrentou Cobresal (Chile), Cerro Porteño (Paraguai) e Santa Fé (Colômbia). A estréia ocorreu no Chile, literalmente no meio do deserto do Atacama. Futebol feio, mas vitória importante por 1 x 0.

O jogo seguinte foi contra o Santa Fé, na Arena. Jogo complicado e mais uma vitória por 1 x 0, gol de Gulherme. Para encerrar o primeiro turno, derrota por 3 x 2 para o Cerro.

No segundo turno, vingança contra o Cerro (vitória por 2 x 0 na Arena), empate contra o Santa Fé (1 x 1) e goleada contra o Cobresal por 6 x 0, em uma Arena lotada. Esses resultados deixaram o Corinthians na terceira colocação geral, atrás apenas de Atlético Nacional (Colômbia) e Pumas (México).

Voltando a semifinal do Paulista, contra o audacioso Audax (que já havia eliminado o São Paulo na fase anterior), o jogo foi realizado também em jogo único, na Arena, no dia 23 de abril. E o Audax abriu o placar aos 29 minutos, permaneccendo assim até o final do primeiro tempo. Na segunda etapa, logo aos 8 minutos, André empata o jogo para o Timão. Mas aos 26, outro gol do Audax. Mais uma vez o Corinthians teria que ir atrás do empate. E novamente conseguiu, com André, 8 minutos depois. A torcida se inflamou, o time pressionou, mas a virada não veio, levando o jogo para os pênaltis.

E numa fase em que as cobranças de pênaltis não estavam favorecendo o time, como no ano anterior o time foi eliminado nos pênaltis, na semifinal, em casa: 4 x 1 para o Audax.

Mas não havia tempo para lamentações. Na quarta seguinte, o primeiro jogo das Oitavas da Libertadores, contra o Nacional do Uruguai.

O primeiro jogo, no Uruguai, empate em 0 x 0. Apesar do empate fora de casa, não foi considerado um bom resultado... isso se comprovou no jogo de volta...

04 de maio. Arena lotada. Torcida inflamada. Mas não começou nada bem para o Timão. Logo aos 5 minutos, o Nacional abre o placar. Ou seja, graças a regra do gol fora, o Timão teria que ganhar o jogo.

Lucca empata 10 minutos depois e deixa a torcida mais tranquila e confiante na virada. Mas nada de mais aconteceu no primeiro tempo.

Na segunda etapa, outro balde de água fria aos 12 minutos. 2 x 1 para o Nacional. E o jogo não encaixava. A tensão era palpável. 38 minutos. Pênalti para o Corinthians. A esperança renasce na Arena! André bate. Mal. Péssimo. O goleiro defende.

Quando a torcida já se preparava para o término do jogo, outro pênalti para o Timão. Era marcar e ir pra pressão final. O gol aconteceu, com o estreante Marquinhos Gabriel. No minuto seguinte, o derradeiro, Romero perde um gol na cara... e o árbitro apita o fim de jogo.

Mais uma vez, eliminação nas Oitavas de Final da Libertadores.

Com as eliminações quase que idênticas ao ano anterior, ficou a esperança no ar: Tite conseguirá levar o time ao título do Brasileirão, como em 2015?

Mas a resposta veio logo em seguida. Com o péssimo desempenho da Seleção Brasileira na Copa América do Centenário, sendo eliminada na primeira fase, Dunga foi demitido pela CBF. E Tite, unanimmidade nacional, foi convidado para assumir o cargo.

Apesar da tristeza pela perda do maior técnico da sua história, a torcida entendeu que Tite merecia a Seleção Brasileira, que também precisa dele, apesar da CBF não o merecê-lo. Foi a quarta vez que o Corinthians cede o técnico para a Seleção Brasileira.

Ver "Curiosidades - Técnicos - do Corinthians para a Seleção".

Uma nova fase no clube começou. A Era Sem-Tite.

Para a vaga, o Corinthians trouxe Cristóvão Borges. Uma escolha ousada.

Mas ele durou pouco tempo no cargo. Com um aproveitamento bem abaixo do esperado (7 vitórias, 5 empates e 6 derrotas), o treinador foi demitido em setembro, após derrota por 2 x 0 para o Palmeiras, na Arena Corinthians.

No seu lugar entrou o auxiliar técnico Fábio Carille, que já tinha assumido o Timão em dois jogos entre a saída de Tite e a chegada do próprio Cristóvão. A palavra oficial da diretoria era que Fábio iria comandar o Corinthians até o término do Campeonato Brasileiro.

Mas a campanha do time continuava pífia. Mesmo com o aumento de vagas para a Libertadores para os clubes brasileiros (o G4 virou G6) o time caia pelas tabelas e via a classificação ficar mais complicada.

Faltando nove rodadas para o fim do Brasileirão, o clube anuncia a volta de Oswaldo de Oliveira, técnico campeão mundial pelo Timão, em 2000.

Voltando um pouco no tempo: paralelo ao Campeonato Brasileiro, o Timão também disputava a Copa do Brasil.

Estreou nas Oitavas de Final, contra o Fluminense. Empate fora (1 x 1) e vitória simples por 1 x 0 na Arena deram a classificação para o Coringão.

Nas Quartas, a vitória por 2 x 1 contra o Cruzeiro, em casa, deu ao Corinthians a esperança de quem sabe beliscar um título no final do ano.

No jogo de volta, já com o Oswaldo no comando do Timão, derrota por 4 x 2 no Mineirão fez ruir esse sonho. A busca pela vaga para a Libertadores iria ter que ser travada no Brasileirão.

Mas nada deu certo. O time era muito limitado. Empates contra Flamengo, Chapecoense e Figueirense e derrota para o rival São Paulo deixaram a missão bem mais difícil. A briga por duas vagas era travada com Atlético Paranaense e Botafogo.

A última vitória do Corinthians no campeonato ocorreu no dia 21 de novembro: 1 x 0 contra o Internacional, na Arena. Vitória muito comemorada pela torcida, pois ajudou a rebaixar o time gaúcho que se tornou um dos maiores rivais do Timão nos últimos anos.

Na penúltima rodada, confronto direto pela vaga na Libertadores, contra o Atlético Paranaense, em casa. O placar de 0 x 0 mostra bem o que foi aquele jogo: morno e sem emoção.

Antes da última rodada, o dia mais triste da história do futebol brasileiro. Não, não foi uma derrota traumática dentro de campo. Foi uma tragédia fora dele.

Noite de 28 de novembro de 2016. O avião que levava o time da Chapecoense para a Colômbia, onde disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, sofre um acidente aéreo na cidade de La Unión com 77 pessoas a bordo.

O Brasil amanheceu chorando e em choque. A cada hora que passava, as notícias pioravam e o número de vítimas fatais aumentavam, até chegar ao trágico número final de 71 mortos: 19 jogadores, 25 integrantes da comissão técnica, diretoria e convidados, 20 integrantes da imprensa e 7 da tripulação. Dentre eles, nomes famosos como Caio Junior, Cléber Santana, Mário Sérgio e Deva Pascovicci.

Seis pessoas sobreviveram: três jogadores (Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto), o jornalista Rafael Henzel e dois integrantes da tripulação (Ximena Suarez e Erwin Tumiri).

O acidente causou comoção no mundo todo. Em todos os lugares do planeta, jogadores, clubes e entidades diversas prestaram homenagens e choraram a tragédia. Todos os monumentos do mundo se vestiram de verde para prestar solidariedade a Chape.


O telão da Arena com a homenagem à Chapecoense

O Corinthians deixou o sentimento de ódio pela cor verde de lado e pintou o site e os seus perfis nas redes sociais nas cores da Chapecoense.


O site do Corinthians com a cor verde


O facebook oficial do clube
também se pintou de verde

O Atlético Nacional, rival do time catarinense na final sul-americana, pediu a Conmebol que declarasse a Chapecoense campeã do torneio, o que aconteceu dias depois.

No dia do primeiro jogo, na Colômbia, os torcedores colombianos lotaram o estádio e fizeram uma das maiores homenagens que o mundo viu. Um dia historicamente triste.

A Fox Sports também emocionou a todos na hora do jogo: "Transmitiu" o jogo, com a tela totalmente preta, apenas com o placar do jogo e os dizeres "#90minutosdesilencio". Isso tudo, como dizia a hashtag, sem som algum.

Na quarta seguinte, quando seria o jogo de volta, marcado para o estádio Couto Pereira, mais uma vez os torcedores lotaram o estádio e prestaram uma bela homenagem para as vítimas da tragédia.

Ações de diversos clubes, como empréstimo de jogadores, foram tomadas pelos grandes clubes do Brasil.

O velório dos jogadores aconteceu no dia 3 de dezembro, sábado, na Arena Condá. Um dia chuvoso, pesado. Um dia em que a maioria das pessoas ligou a TV e chorou com Galvão Bueno narrando de forma respeitosa e perfeita o funeral de um time inteiro. Um dia de mal-estar e lágrimas nos olhos.

Por conta da tragédia, a última rodada do campeonato foi adiada em uma semana, para o dia 11 de dezembro.

Sem mais nenhum clima para futebol no ano, o Corinthians perdeu para o Cruzeiro por 3 x 2, no Mineirão e não se classificou para a Libertadores de 2017.

Com isso, mais uma vez sobrou para o téccnico. Oswaldinho é demitido exatos 2 meses após assumir o cargo.

O clube até sondou alguns técnicos, sem sucesso. E então, a surpresa: Fábio Carille (aquele mesmo que tapou o buraco entre Tite e Cristóvão e entre Cristóvão e Oswaldo) é efetivado como o novo técnico.

O desafio de Carille para 2017 será enorme. A torcida não vai tolerar mais um time sem brio e sem garra, marcas históricas do Corinthians.

Só nos resta torcer para ele tenha sucesso e traga de volta o orgulho do torcedor corinthiano!

VAI, CORINTHIANS!


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