Depois que o
clube desistiu de participar do desorganizado Campeonato Brasileiro, a
conquista do título paulista passou a ser uma obrigação. Com um time
cheio de estrelas, como Zé Maria, Amaral, Wladimir, Sócrates e Palhinha,
o Corinthians era um dos favoritos naquele campeonato. Mesmo assim, teve
que batalhar, e muito, para chegar até a final.
Foi importante a influência nos bastidores do presidente
corintiano Vicente Matheus. Ele se recusou a disputar a partida contra a
Ponte Preta, na primeira fase. Foi programada uma rodada dupla, e
Matheus disse que o Corinthians acabaria prejudicado na divisão de
renda. Na verdade, era uma estratégia para paralisar o campeonato e
esfriar o maior rival, o Palmeiras, que estava embalado sob o comando de
Telê Santana. De fato, o campeonato parou enquanto a questão do jogo
Corinthians x Ponte Preta se arrastava.
O título só foi decidido no ano seguinte. Quando chegou a hora da
semifinal, o ritmo do Palmeiras tinha sido esfriado. No primeiro jogo,
empate em 1 a 1. No outro, vitória corintiana por 1 a 0, com um gol de
canela de Biro-Biro.
O famoso gol de canela que eliminou o Palmeiras, na semifinal.
Na final, novamente contra a Ponte Preta, show da
afinada dupla Palhinha e Sócrates. Na primeira partida, no dia 3 de
fevereiro, o Corinthians venceu por 1 a 0 com gol de Palhinha. Na
Segunda, 0 a 0 e no terceiro e decisivo jogo, realizado em 10 de
fevereiro, no Morumbi, o Timão não perdoou e ganhou o jogo por 2 a 0,
gols de Sócrates e Palhinha. Era o 17º título paulista do Corinthians.
Os artilheiros do timão foram Sócrates e Geraldão, com 10 gols
cada.
O time campeão de 1979
Em pé: Jairo, Zé Maria, Mauro, amaral, Caçapava e Romeu.
Agachados: Píter, Palhinha, Sócrates, Biro-Biro e Wladimir.
O troféu de 1979