Campeonatos Paulista - 1982/83
A Democracia Corintiana
O que foi a Democracia Corintiana?
Foi um movimento, liderado por Sócrates, Casagrande, Wladimir e Zenon, que pregava uma maior participação dos atletas
nas decisões referentes ao departamento de futebol do clube. Isso na época da ditadura militar.
Mas isso trouxe bons frutos ao Parque, com o timão se sagrando Bicampeão Paulista, conforme vocês podem ver abaixo:
Foi brilhante a conquista do
Paulistão de 1982. Campeão do primeiro turno, com direito a uma goleada de 5 a 1 sobre o
Palmeiras, o Corinthians fez a final contra o São Paulo, que buscava o tri.
No primeiro jogo, vitória
alvinegra por 1 a 0, com um belo gol de Sócrates.
Depois, na segunda partida,
realizada no Morumbi no dia 12 de dezembro, outra vez deu Corinthians: 3 a 1,
com dois gols do raçudo Biro-Biro e um de Casagrande, que foi a revelação e
artilheiro do campeonato, com 28 gols. Era o 18° título paulista da história do
clube. E foi uma bela campanha: Em 40 jogos, apenas 6 derrotas.
Com a Democracia em alta, o
Timão resolve se reforçar. Chegam em 1983 o goleiro Leão (que era contra a
Democracia Corintiana), o zagueiro Juninho e o volante Paulinho. A equipe
dirigida por Jorge Vieira e ainda com Sócrates, Casagrande, Zenon, Wladimir,
Eduardo e Biro-Biro, chegou ao seu primeiro bicampeonato após a quebra do
jejum.
Depois de fazer uma boa Primeira Fase, o Timão vai para a Segunda Fase, em um grupo com Santos, Ponte Preta e São Bento de Sorocaba.
Com três vitórias e três empates, o Timão avança para a semifinal, onde enfrentaria o Palmeiras.
No primeiro jogo, empate em 1 a 1, gol de Sócrates. No segundo, vitória corintiana por 1 a 0, outro gol do Doutor. O Timão estava em mais uma
final e contra o mesmo São Paulo.
Nas finais, o talento do Dr. sócrates voltou a desequilibrar.
A primeira partida da final
aconteceu no dia 11 de dezembro. O Corinthians venceu por 1 a 0, com gol de
Sócrates aos 33 minutos do 1° tempo.
A segunda partida foi no dia
14 de dezembro. O empate dava o título ao Corinthians. Aos 46 minutos do
segundo tempo, Sócrates marca aquele que seria o da gol da vitória. Isso mesmo:
“seria”, pois um minuto depois o São Paulo empata Marcão. Mas já era tarde
demais. Com o empate, a Democracia conquista o segundo título paulista. E o São Paulo conquistou o "bivice".
Veja o depoimento de
Sócrates, artilheiro de 1983, com 21 gols, sobre o último jogo:
“ Lembro-me que essa final foi muito equilibrada. O
São Paulo tinha um time mais forte que o nosso, mas mesmo assim conseguimos
superá-los. No último minuto, o Zenon fez uma bela jogada e tocou de calcanhar
para eu fazer o gol. Todos já esperavam o final do jogo, quando eles empataram.
Toda decisão é muito marcante. Qualquer
jogador sempre sonha em fazer um gol numa decisão e no último minuto. Comigo
não foi diferente. Foi uma grande emoção.”
Esse foi o último
título da Democracia Corintiana.