Corinthians - História
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1913 à 1939 - Três décadas. Três Tri's


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1913

Na condição de popular e um dos grandes da várzea paulistana, o clube se viu na obrigação de crescer cada vez mais. Faltava, então, se filiar na Apea (Associação Paulistana de Esportes Atléticos) ou na Liga Paulista.

Naquela época, Apenas os clubes da elite faziam parte dessas associações do futebol paulista. Do lado da Apea estavam grandes como o Paulistano, A. A. Palmeiras, o Mackenzie e o Ipiranga. Já do lado da Liga Paulista faziam parte Americano, Germânico e Internacional.

O Corinthians pleiteava uma vaga junto à Liga, mas os inimigos do Timão estavam dispostos a não deixar o clube ingressar na divisão principal. Inúmeros obstáculos foram colocados a frente da gente corintiana no intuito de desanimá-la. Mas a gente alvinegra insistia com todas as suas forças. De nada adiantaram a idéia de querer acabar, de uma vez, com a persistência dos alvinegros. Idealizaram, então, uma eliminatória, certos de que o Corinthians não passaria por ela. Puseram dois grandes times adversários: Minas Gerais F. C. e São Paulo Sport Club.

E esses dois times foram indicados para enfrentar o Corinthians, numa eliminatória bem preparada para acabar de uma só vez, com as pretensões do Timão, pois ninguém, a não ser os próprios corintianos, acreditava nas possibilidades sequer de uma vitória do Corinthians. Foi tal a pressão e a guerra de nervos, que os próprios corintianos passaram a temer a histórica eliminatória.

Houve um sorteio para se ver qual seria o primeiro adversário do Timão. Quis a sorte que enfrentasse o Minas Gerais. Os inimigos do Corinthians sorriam satisfeitos e afirmavam que o Minas eliminaria o quadro dos operários, impondo-lhes uma surra inesquecível. A seguir, caberia ao Minas jogar com o São Paulo, já na festa de confraternização pela eliminação do clube corintiano.

Quando o Corinthians entrou em campo para a batalha contra o Minas Gerais, estavam com os nervos a flor da pele, cansados de ouvirem tamanha humilhação. Começou o jogo. A torcida estava em suspense. No começo, só deu Minas, mas depois, o Corinthians começou a se impor e não demorou para tomar conta do jogo. Todo o time passou a funcionar como uma máquina, fazendo surgir um gol espetacular, nos pés de Joaquim Rodrigues, que fez o povo corintiano vibrar. Aquele 1 x 0 permaneceu até o final do jogo, para desespero de todos os inimigos do time do povo. Não fosse o nervosismo dos corintianos, teriam ganho de muito mais. Mas isso é o de menos, o que interessava era a vitória. Um passo já havia dado. Faltava o outro.

Ganhar do São Paulo Sport Club, era uma tarefa difícil, mas não impossível. Era a grande batalha que iria decidir toda a sorte corintiana. Uma vitória seria a realização de um sonho.

Diante do ambiente que se criara em torno dessa partida, da responsabilidade que ela representava para ambos os lados, os dirigentes, os torcedores e os jogadores são-paulinos acabaram ficando com medo.

O jogo foi iniciado sob grande nervosismo das torcidas. Logo aos primeiros minutos, os corintianos passaram a demonstrar possuir mais categoria técnica e uma equipe superior.

Surgiu o gol do Corinthians! Fabi foi o seu autor. Delírio dos alvinegros! Surgiu o segundo! Novamente Fabi! Começava então a grande festa do Timão. O terceiro gol não se fez esperar. Péres foi quem marcou desta vez! Antes da partida terminar, o Corinthians fez a bola dormir no fundo da rede mais uma vez! 4 x 0 Timão! Campanella era o herói!

Logo depois, o juiz apitava o fim do jogo, para delírio da torcida corintiana presente. Os jogadores choravam nos braços da torcida. Foi assim que o Corinthians entrou na Liga Paulista de futebol, em 1913.

A participação do clube em seu primeiro campeonato não é das melhores. A campanha começou em 20 de abril, com uma derrota por 3 a 1 para o Germânia, no Parque Antárctica. Pior ainda foi o terceiro jogo, um mês depois, contra o Americano: derrota por 7 a 1.

A primeira vitória só ocorreu no dia 7 de setembro: 2 a 0 em cima do Germânia, gols de Amílcar e Joaquim. Em oitos jogos, o Timão venceu apenas um, empatou quatro e perdeu três, terminando na quarta colocação, num torneio disputado por cinco times.

1914

Em 1914, quatro anos depois de sua fundação, o Timão ganha seu primeiro título (ver "Títulos - Campeão Paulista de 1914").

Neste mesmo ano, o Corinthians realizou o seu primeiro jogo internacional, contra o Torino. O time italiano goleou todos os seus adversários, até chegar no Coringão.

No dia 15 de agosto, no Parque Antárctica, vitória do time italiano por 3 a 0. Na revanche, uma semana depois, outra vitória do Torino, pelo placar apertado de 2 x 1, graças a um gol irregular.

Tais atuações históricas do Corinthians rendeu a seguinte frase do técnico do Torino, Vittorio Pozzo (futuro técnico bicampeão do Mundo com a Itália, em 1934 e 38) disse: "O Corinthians pode ir à Europa e enfrentar, sem receio, qualquer dos times de lá".

Ver "Jogos históricos - Corinthians 0 x 3 Torino - O primeiro jogo internacional (1914)

1915

Em 1915, por divergências políticas, o Corinthians saiu da Liga Paulista e não disputou nenhum campeonato. Como não conseguiu se filiar à Apea em tempo, o clube acabou disputando amistosos.

E foi neste contexto que surgiu a camisa preta com listras brancas. A primeira vez que o Timão entrou em campo com o tradicional uniforme foi no dia 14 de fevereiro daquele ano, na vitória por 2 x 1 sobre o Caçapavense. A medida foi uma forma de protesto contra a Liga Paulista, que impediu o Corinthians de atuar na liga por ter um jogador negro.

Ver "Curiosidades - Uniforme.

Nos amistosos que disputou, o Corinthians mostrou toda a sua força: em 1º de maio, enfrentou o A. A. Palmeiras (não confundir com o atual Palmeiras) e venceu por 3 a 0, no antigo campo do Velódromo, na rua da Consolação. Os gols do Corinthians foram de Neco, Aparício e Américo.

As vitórias em amistosos se sucediam: 5 a 0 sobre os Wanderers, 4 a 1 sobre o Ideal Club, 2 a 0 em cima do Guarani... o prestígio do Corinthians só aumentava, mas ele não podia disputar nenhum campeonato. Por isso, o campeão de 1914 emprestou seus jogadores para outros clubes da Apea, para que eles não ficassem muito tempo parados. Neco, Casemiro, César e Bianco foram para o Mackenzie; Bororó, Aparício, Fúlvio, Péres e Amílcar saíram para o Ipiranga e Police, para o Wanderers.

1916

Em 1916, o Corinthians volta a participar do Campeonato Paulista. E ganha novamente. E como em 1914, invicto! (ver "Títulos - Campeão Paulista de 1916").

1917 e 1918

Nesses dois anos, o Corinthians fez boas campanhas no Paulistão, mas não conseguiu o título.

Com a unificação das ligas paulistas, o alvinegro disputou o Campeonato Paulista de 17 contra todos os grandes times: Paulistano, Palestra Itália, Santos, Internacional, Mackenzie, Ipiranga, A. A. das Palmeiras e São Bento. Era um dos favoritos, mas logo numa das primeiras rodadas foi surpreendido por um clube jovem: o Palestra Itália, que venceu por 3 a 0.

Era o início de uma grande rivalidade. O Corinthians terminaria o campeonato daquele ano apenas em quarto.

Em 1918, perdeu por um ponto para o Paulistano, num campeonato estragado pela epidemia de gripe espanhola, que interrompeu a competição por dois meses.

Nesse ano, aliás, o Corinthians começou a jogar em seu primeiro estádio: a Ponte Grande. Era considerado um dos melhores da época e fica ao lado de outro famoso campo: o Floresta. O Timão jogou na Ponte Grande até 1927, quando se mudou para onde permanece até hoje: o Parque São Jorge.

Ver "Curiosidades - As nossas "Casas".

Também em 1918, o primeiro jogo fora do estado: vitória por 2 x 1 sobre o Flamengo, na Rua Paysandu, no dia 01 de dezembro.

Ver "Jogos históricos - Corinthians 2 x 1 Flamengo - O primeiro jogo fora do Estado de São Paulo (1918)

1919

Em 1919, não só o Corinthians não conseguiu o título, como ficou só em terceiro lugar, atrás do Palestra. O consolo foi ter vencido o rival por 1 a 0, no Parque Antárctica.

A única coisa de boa naquele ano foi o título do primeiro Torneio Início, que era disputado em um só dia, em partidas eliminatórias que duram poucos minutos. Caso o jogo terminasse empatado, o time que tivesse mais escanteios a favor, ganhava a partida.

1920 e 1921

Nos anos de 1920 e 21 o Timão obteve campanhas boas, mas nenhum título. O único jogo que merece destaque neste período foi contra o Santos, válido pelo Campeonato Paulista de 1920. Foi a maior goleada aplicada pelo Corinthians até hoje: 11 a 0, no dia 11 de julho de 1920, em plena Vila Belmiro.

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 11 x 0 Santos - A maior goleada (1920).

1922, 1923 e 1924

Em 1922, no dia 9 de julho, o Timão conquistou um dos mais belos troféus de sua história. Corinthians x Palestra Itália disputaram a Taça Cântara Portugália, o mais rico troféu posto em disputa até então, todo de prata. Foi oferecido pelo português Ricardo Severo, em homanegem aos compatriotas Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur Freire Sacadura Cabral, que dias antes realizaram a primeira viagem aérea entre Europa e América do Sul. O placar foi de 2 x 0 para o Timão.


A Taça Cântara Portugália
(Foto: Arquivo Victor Hugo)

E foi também em 1922 que o Timão conquistou o Campeonato Paulista do Centenário da Independência, dando início ao seu primeiro Tricampeonato Paulista.

1925, 1926 e 1927

Depois do tri, entre 1925 e 1927, nada de títulos.

Desses anos, o que o Timão guarda de melhor é a aquisição de um terreno no Parque São Jorge, de 45 mil m², comprado por intermédio de seu presidente, Ernesto Cassano, por 750 contos de réis, em 1926.

Em 1927, um fato interessante: o Corinthians começa a disputar o Campeonato Paulista da LAF, mas após cinco rodadas, abandona o Campeonato e vai disputar o Campeonato da APEA.

Ver "Curiosidades - As nossas "Casas".

A inauguração da Fazendinha aconteceu no dia 22 de julho de 1928, em um amistoso contra o América do Rio. O jogo terminou 2 x 2. O Corinthians cedeu a Taça Valda ao time carioca, enquanto o Timão ficou com a taça de bronze Char de le Victoire.


A bela taça que simboliza a inauguração da Fazendinha
(Foto: Arquivo Victor Hugo)

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 2 x 2 América RJ - A inauguração da Fazendinha (1928).

1928, 1929 e 1930

Se o Timão ficou três anos no jejum, nos próximos três repetiu o feito anterior e faturou o segundo Tricampeonato Paulista.

Em 1929, o Corinthians consegue a sua primeira vitória internacional, contra o Barracas, da Argentina. No dia 1º de maio, em um amistodo disputado no Parque São Jorge, o Timão venceu por 3 x 1, gols de Apparício, Rodrigues e Rato. Diz a lenda esportiva que foi nesse jogo que o Corinthians ganhou o apelido de Mosqueteiro. Tomás Mazzoni, do jornal "A Gazeta", vibrou com a fibra de mosqueteiros com que os jogadores do Timão jogaram aquele certame.

Ver "Jogos Históricos - Corinthians 3 x 1 Barracas (ARG) - A primeira vitória internacional (1929).

No dia 4 de julho do mesmo ano, o Corinthians enfrentou o Chelsea pela primeira vez na história, em jogo amistoso no Parque Antarctica. O jogo terminou empatado em 4 x 4. Os dois times só voltariam a se enfrentar 83 anos depois, na decisão do Mundial de Clubes de 2012. Coincidentemente, foi também em um 4 de julho, em 2012, que o Corinthians conquistou a sua primeira Libertadores e o direito de enfrentar o time inglês no Mundial.

No início em 1930, um dos momentos mais emblemáticos da história do Corinthians. Campeão Paulista, o Corinthians disputa com Vasco, campeão Carioca, a chamada Taça APEA.

O primeiro jogo, disputado na Fazendinha no dia 16 de fevereiro, vitória do Timão por 4 x 2.

No segundo jogo, dia 23, o Timão perdia para o Vasco por 2 x 0 até os 27 minutos do 2º tempo. Mas o Corinthians fez juz a sua história e virou o jogo para 3 x 2, ganhando o troféu que deu status ao Coringão de "Campeão dos Campeões", que dura até hoje e foi parar até no hino oficial do clube.


O Campeão dos Campeões
(Foto: Arquivo Victor Hugo)

Ver "Jogos históricos - Corinthians 3 x 2 Vasco - O "Campeão dos Campeões" (1930)

1931, 1932, 1933, 1934, 1935 e 1936

Com a saída dos principais craques do tri, o Corinthians sofreu um abalo e demorou para se reerguer. Em 1931, Tuffy parou de jogar. Foram para a Itália Rato, De Maria, Del Debbio e Filó, o primeiro brasileiro a ser campeão do mundo, quando venceu a Copa de 1934, com a seleção italiana.

Com o time desmantelado, o Corinthians teve dificuldades para se renovar. Foi sexto colocado em 1931, quinto em 1932, quarto em 1933 e 1934, terceiro em 1935.

A renovação do elenco foi inevitável. Com uma nova geração, o clube alvinegro voltou a se fortalecer, chegando à decisão de 1936, contra o Palestra. Perdeu, mas mostrou novos e bons nomes, como Jaú, Jango, Brandão, Lopes, Teleco.Além disso, Filó e Rato voltaram ao clube.

1937, 1938 e 1939

Com a nova safra do ano anterior, o Timão conseguiu um feito que demorou 73 anos para ser igualado (pelo Santos, em 2012): o terceiro Tricampeonato Paulista.

1940 à 1954: O ataque dos 100 gols


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1910 à 1912: Um começo difícil

1913 à 1939: Três décadas. Três Tri's

1940 à 1954: O ataque dos 100 gols

1955 à 1976: O jejum e a Invasão

1977 à 1989: O fim do jejum e a Democracia

1990 à 2005 : Anos dourados

2006 à 2013: Da queda ao Bi Mundial

2014 à 2017: Nova Casa. Novos Tempos



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